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Tudo o que você gostaria de saber sobre amamentação e ninguém te contou

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Existem inúmeros mitos a respeito da amamentação e do processo de desmame. No mês dedicado à conscientização sobre o aleitamento materno, também conhecido como Agosto Dourado, listamos 9 dúvidas comuns e entrevistamos a diretora da Sociedade Brasileira de Mastologia – regional Minas Gerais, Paula Cristina Martins Soares sobre o assunto.

 

1- Quais são os benefícios do aleitamento materno?

Os benefícios do aleitamento materno são múltiplos. O vínculo mãe-filho favorece o desenvolvimento emocional do binômio. O leite materno é o alimento mais completo, contendo a quantidade certa de anticorpos, vitaminas, proteínas, água, sais minerais e gorduras necessárias para o crescimento e desenvolvimento do bebê. Ele já está na temperatura ideal, é facilmente digerido, constituindo o alimento mais barato e seguro.

Bebês que mamam no peito têm menor risco de morrer por infecções nos primeiros anos de vida. O leite materno é muito mais que um alimento, é uma substância capaz de regular beneficamente o sistema imunológico, protegendo contra diarreia, desnutrição, obesidade infantil, diabetes tipo I, alergias e infecções. A amamentação favorece ainda o desenvolvimento da musculatura da face da criança, beneficiando a fala e a respiração.

As vantagens também são muitas para a mãe: redução do risco de hemorragias pós-parto, câncer de mama e de ovário, perda mais rápida de peso, prevenção contra uma nova gravidez. Amamentar é um processo natural que estimula a autoestima e evita que a mãe gaste tempo e dinheiro com mamadeiras e outros tipos de leite

 

2- Existe algum meio para estimular a produção de leite durante a gravidez?

Durante a gravidez os hormônios produzidos pela placenta estimulam o desenvolvimento das mamas, mas impedem o início da produção do leite materno. A produção só iniciará após a saída da placenta. O acúmulo de leite nas mamas durante a gestação levaria a infecções e dores. O estímulo à produção de leite será feita pela sucção do bebê. A promoção da amamentação na gestação tem impacto positivo nas taxas de aleitamento materno, em especial nas mulheres grávidas pela primeira vez.

Durante as consultas pré-natais, profissionais da saúde devem motivar e orientar as mulheres, bem como questionar sobre experiências prévias, mitos, medos. O exame físico das mamas deve ser realizado visando identificar fatores dificultadores da amamentação, como a presença de cicatrizes de cirurgia, mamilos invertidos ou planos. A orientação e a promoção da confiança da gestante ajudarão na resolução das dificuldades.

A “preparação” das mamas para a amamentação, tão difundida no passado, não tem sido recomendada de rotina.

 

3- Quais são as recomendações para que as mães consigam amamentar os filhos corretamente?

– Colocar o bebê para mamar na primeira hora de vida

– Amamentar com posicionamento e pega adequados

– Tomar sol nos mamilos uma vez ao dia (5 minutos) e mantê-los secos e limpos

– Não utilizar sabões ou álcool que possam retirar a proteção natural do mamilo

– Amamentar em livre demanda

– Evitar o ingurgitamento mamário, conhecido popularmente como “leite empedrado”

– Introduzir o dedo mínimo pelo canto da boca do bebê, quando for preciso interromper a mamada, de maneira que a sucção seja interrompida antes de a criança ser retirada do seio;

– Beber bastante água, sucos ou chás

– Manter uma alimentação variada e saudável

– Descansar nos períodos de sono do bebê

 

4- Quais motivos podem levar uma mãe a não produzir leite?

A grande maioria das mulheres tem a capacidade de produzir leite. Aquelas que não tiveram o crescimento das mamas na gestação podem produzir menor quantidade. Entretanto, não há uma relação direta do tamanho das mamas e volume de leite produzido. Colocar o bebê para mamar mais vezes estimula a mama a aumentar a produção de leite.

Toda mulher que foi submetida à cirurgia plástica nas mamas deve ser informada sobre a possível inabilidade para amamentar. Todas as técnicas cirúrgicas para redução mamária retiram parte da glândula, o que pode levar à produção insuficiente de leite, necessitando introduzir fórmula para complementação.

Nas mamoplastias de aumento com implante de silicone a compressão pela prótese pode diminuir a produção láctea. Cicatrizes em torno da aréola, especialmente na parte lateral, podem lesar a inervação responsável pelo reflexo de descida do leite.

Não é possível prever qual mulher terá dificuldades ou problemas na amamentação. Muitas mulheres amamentam seus bebês normalmente após estas cirurgias. A avaliação da quantidade suficiente de leite será feita pelo pediatra, no acompanhamento do ganho de peso e crescimento do bebê.

 

5 – Até qual idade é recomendada a amamentação?

A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses de vida. Mesmo em regiões muito quentes não há necessidade de oferecer água ou chás ao bebê. A introdução de alimentos complementares antes dos seis meses pode trazer prejuízos à saúde da criança por estar associada a episódios de diarreia, hospitalização por doenças respiratórias, risco de desnutrição quando os alimentos são nutricionalmente inferiores, menor absorção de nutrientes importantes do leite materno como o ferro e o zinco e a menor duração do aleitamento materno. No segundo ano de vida, o leite materno continua sendo importante fonte de nutrientes e protegendo a criança contra infecções.

 

6- Existe alguma contraindicação da amamentação prolongada para a mãe e para a criança? Como as mães que optam pela amamentação prolongada devem proceder em relação ao desmame?

Geralmente não há contraindicação à amamentação prolongada. Na espécie humana o desmame não é determinado por fatores genéticos e pelo instinto.  O aleitamento materno é influenciado por múltiplos fatores de ordem social, cultural, econômica, étnica e comportamental.

O desmame é um processo que faz parte da evolução da mulher como mãe, devendo preferencialmente ocorrer naturalmente, à medida que a criança vai amadurecendo.

Ele pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano, proporcionando transição mais tranquila, menos estressante para a mãe e a criança, preenchendo as necessidades fisiológicas, imunológicas e psicológicas e fortalecendo a relação mãe–filho.

Costuma ser gradual, mas pode ser súbito, como, por exemplo, em uma nova gravidez da mãe. A mãe participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade.

Alguns sinais indicam a maturidade da criança para o desmame: idade maior que um ano; menos interesse nas mamadas; alimentação bem variada; segurança na sua relação com a mãe, aceitação de não ser amamentada em alguns locais e horários, preferência por outras brincadeiras.

 

7 – Mulheres que engravidam novamente logo após uma gestação, como no caso da atriz Thaís Fersoza, podem ter alguma dificuldade em amamentar os dois filhos? Qual é a orientação nestes casos?

A quantidade de leite pode ser inicialmente insuficiente. Entretanto, quanto maior o estímulo de sucção pelos bebês, maior será a produção de leite, assim como ocorre na amamentação de gêmeos.  Se a mãe optar por continuar amamentando o filho mais velho após o nascimento do bebê, é importante orientá-la a dar prioridade à criança mais nova no que diz respeito à amamentação.

 

8- Em casos como o da atriz Thaís Fersoza, a mulher pode continuar amamentando durante a segunda gestação?

Quando é do desejo da mulher, é possível sim manter a amamentação em uma nova gravidez, caso não haja intercorrências. Se a gestação está complicada por sangramentos vaginais ou ameaça de parto prematuro o aleitamento deve ser interrompido. Isto porque o hormônio responsável pela “descida” do leite durante as mamadas é o mesmo que faz o útero contrair. Entretanto, é comum as crianças interromperem a amamentação espontaneamente quando a mãe engravida. O desmame pode ocorrer pela diminuição da produção de leite, alteração no sabor (mais salgado), perda do espaço destinado ao colo com o avanço da gravidez, aumento da sensibilidade dos mamilos ou cansaço materno pelas alterações hormonais.

 

Pinguinzinho
Pinguinzinho
Editora de livros infantis personalizados

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