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Arthur, o herói do carisma

Arthur, o herói do carisma
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Havia uma cidadezinha bem distante, onde as casas eram muito afastadas entre si.  O lugarejo tinha pequenas casinhas repletas de pessoas simpáticas, mas que quase não se viam por dias a fio. As únicas oportunidades em que aqueles moradores se encontravam é quando acontecia alguma comemoração, como no Natal e no Ano Novo.

        Repleto de montanhas e florestas, o lugarzinho era de difícil acesso. Os viajantes que passavam por ali se assustavam com a distância entre as casas no princípio, mas logo percebiam que aquele lugar tinha uma mágica especial. Era como se todo aquele povo estivesse distante, mas ao mesmo conectado por algo maior.

        A vila funcionava como qualquer outra cidade. Havia um pequeno mercadinho, farmácia e até mesmo um posto do corpo de bombeiros, que devido à falta de chamados, acabou sendo desativado. De tempos em tempos, era possível ver um dos moradores sozinhos nas ruas, caminhando em direção a um desses lugares.

        Rayssa vivia em uma dessas casas com o marido. Amavam-se muito e cuidavam daquele lugar como se fosse um castelo. Aquele era o cantinho deles, construído com muito trabalho. Ao lado da floresta, dava uma linda vista para as flores no período da primavera. Viveram muitos anos bem, até começarem a sentir falta de algo que não sabiam explicar, apenas sentir.

        Certo dia de inverno, ela acordou desanimada. Olhava para aquele lar e não sabia o que estava faltando. Resolveu arrastar os móveis de lugar para ver se algo mudava. Não adiantou. Sentiu o peito se encher de um vazio enorme, até resolver sair caminhando sem rumo.

        A vantagem de se morar em uma cidade onde as casas são distantes é que não há a possibilidade de encontrar outras pessoas em dias como esse. Passou pelo comércio e continuou a caminhar. Quando deu por si, estava em frente à antiga sede do corpo de bombeiros. Aquele lugar sempre gerou curiosidade depois que esteve fechado.

        Criou coragem e resolveu aventurar-se prédio a dentro. O local estava escuro e com grandes poças de água. Tentou se equilibrar, mas acabou escorregando em uma dessas e bateu a cabeça no chão. Deu um grande grito pelo nome do marido, antes de cair. Sentiu-se como se estivesse pairando no ar durante muito tempo.

        Algum tempo depois, Rhayssa abriu os olhos e se deparou com o rosto aliviado do esposo. Ele explicou que ela havia escorregado no prédio e que, por sorte, estava por perto quando ela gritou. Havia saído na rua para lhe procurar. Contou também que algo a mais havia acontecido naquele período: os pedidos de Rhayssa haviam sido atendidos. Um novo milagre chegaria daqui a pouco tempo: ela estava grávida de um menino.

        Desde que Arthur nasceu, Rhayssa não sente mais falta de nada. Sua casa sempre está repleta de vizinhos. Parece que a presença da criança reaproximou os moradores daquela vila. O menino tem um carisma que preenche todo vazio daquele lugarejo. Arthur é como um herói que veio para salvar a todos dos dias de tédio. Diverte-se com um carrinho de bombeiros sem perceber como transformou tudo ao seu redor. Preenche tudo com o calor do amor.

 

Pinguinzinho
Pinguinzinho
Editora de livros infantis personalizados

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